Apostila - Proteção Contra Incêndios:

CAPITULO I - CAUSAS DE INCÊNDIO

   Os incêndios, a não ser quando causados pela ação das intempéries, são decorrentes da falha humana, material ou ambas; predominando segundo estatísticas a primeira, como veremos a seguir :

   1 - Brincadeira de criança : As crianças por não terem senso do risco que correm, costumam brincar com fósforos, fogueiras em terrenos baldios, imitando engolidores de fogo, com frascos que contém ou continham líquidos inflamáveis, etc..; em função disto devemos orientá-las mostrando os riscos e conseqüências e nunca amedrontando-as . (Fig. 1)

   2 - Exaustores, Chaminé, Fogueira : Todos os meios condutores de calor para o exterior, podem ser causadores de incêndio, desde que não sejam muito bem instalados, conservados e mantidos de acordo com as normas de segurança. Portanto, procurar sempre seguir as orientações de profissionais capacitados. No caso de fogueiras, por exemplo, 99 % da perda de controle pode ser atribuído ao fator humano, causando graves acidentes com vítimas até fatais, alem de grandes danos a ecologia.

   3 - Balões : Todos os anos, quando se realizam os festejos juninos, muitos incêndios são causados por balões, que deixam cair centelhas ou mesmo a tocha acesa sobre materiais combustíveis, portanto, nunca solte balões. (Fig. 2)

    4 - Fogos de Artifícios: Tal como ocorrem com os balões, os fogos de artifícios também são causadores de incêndio, além de inúmeros acidentes. Geralmente, as crianças são as principais vítimas, por não saberem utilizar tal material e mesmo alguns portarem defeitos de fabricação, logo ao manipular, tome sempre medidas de segurança. (Fig. 3)

 

   5 - Displicência ao cozinhar: Algumas donas de casa, não conhecem os riscos de incêndios e deixam alimentos fritando ou cozendo por tempo superior ao necessário, ou mesmo colocando-os com água em óleo fervente, fazendo com que os vapores do mesmo saiam do recipiente, indo até as chamas do fogão e incendiando o combustível na panela; em vista disto, mantenha sempre sua atenção redobrada quando utilizar o fogão. (Fig. 4)

   6 - Descuido com fósforo: Não só as crianças, mas também os jovens e adultos não dão a devida atenção à correta utilização dos fósforos, produzindo centelhas em locais gasados, ou mesmo livrando-se do palito ainda em chamas, provocando com esta atitude muitos incêndios. Quando utilizar-mos os mesmos, devemos apagá-los e quebrá-los antes de jogá-los fora, e guardar a caixa longe do alcance das crianças. (Fig. 5)

   7 - Velas, lamparinas, iluminação à chama aberta sobre móveis: Muitas vezes são colocados diretamente sobre móveis ou tecidos, velas ou lamparinas. No caso da primeira, esta poderá queimar-se até atingir o material e incêndiá-lo; a outra, por conter querosene ou outro liquido inflamável a situação é ainda mais grave, portanto, quando forem utilizadas, coloca-las sobre um pires ou prato, evitando o contato com o possível combustível.

   8 - Aparelhos Eletrodomésticos: Além das instalações elétricas inadequadas, os próprios aparelhos elétricos utilizados nas residências poderão causar incêndios, quando guardados ainda quentes, deixados ligados ou apresentarem defeitos, observe sempre seu funcionamento, fios, interruptores e siga as instruções do fabricante.

   9 - Pontas de Cigarros: O hábito de fumar atinge a milhares de pessoas, que às vezes, o fazem em locais proibidos e quase sempre jogam as pontas destes, sem ter certeza que estejam apagados completamente. Outras vezes, deitam-se e adormecem deixando-o aceso. Portanto devemos sempre molhar ou amassar as pontas antes de serem jogadas no lixo, principalmente nos locais onde armazenam papéis . (Fig. 6)

   10 - Vazamento de Gás Liqüefeito de Petróleo (G.L.P.)_: O GLP é acelerador de incêndio em potencial. O botijão que está em uso fica conectado ao fogão, por meio de um tubo plástico que incendeia com facilidade, em razão do material que é constituído, isto ocorrendo teremos acesso ao gás, pois o registro está em posição aberto, o reserva que está ao lado, poderá receber calor suficiente para romper a válvula de segurança, provocando a propagação do fogo por todo o prédio. Devemos colocar tais recipientes fora da residência, conectando-o por uma mangueira resistente preconizada pelo Conselho Nacional de Petróleo que contém data de validade. (Fig. 7)

   11 - Ignição ou Explosão de Produtos Químicos: Alguns produtos químicos ou inflamáveis, em contato com o ar ou outros componentes, poderão incendiar-se ou explodir, em função disto devem ser acondicionados em locais próprios e seguros, evitando-se assim qualquer acidente, ao manipulá-los, procure sempre a orientação de um técnico especializado. (Fig. 8)

   12 - Instalações Elétricas Inadequadas: As improvisações em instalações elétricas na construção, reforma ou ampliação são responsáveis pela maioria dos incêndios, portanto, devemos seguir as orientações de pessoas capacitadas . (Fig. 9)

   13 - Trabalhos de Soldagens: Nos aparelhos de solda, alimentados com acetileno e oxigênio, havendo um vazamento, isto poderá gerar um incêndio, além disso, a própria chama do maçarico atingindo materiais combustíveis, provocará tal sinistro. Os profissionais devem estar conscientes dos perigos e atentos quanto a danos nas mangueiras e registros do aparelho, para sua própria segurança.

   14 - Ação Criminosa: Muito mais do que imaginamos, incêndios são provocados por pessoas maldosas, principalmente no local de trabalho, pelo simples prazer de vingança. Também alguns proprietários, visando obter lucros do seguro, usam da mesma atitude. Nestes casos as causas, normalmente são detectadas facilmente, e as pessoas envolvidas tem respondido judicialmente pelo delito .

CAPITULO II - ELEMENTOS ESSENCIAIS DO FOGO

   Sendo do nosso interesse estudar a proteção contra incêndios, necessário se torna o conhecimento de determinados princípios básicos, relacionados com o fogo, para podermos prevenir e combatê-lo. Na conceituação de "LAVOISIER", que fogo é uma "REAÇÃO QUÍMICA" , podemos imaginar que serão necessárias determinadas condições para que ocorra. Neste caso, até a pouco tempo imaginava-se ser necessário a associação de três elementos básicos, formando o célebre " TRIÂNGULO DO FOGO ".(Fig. 10)

   1 - COMBUSTÍVEL : é o elemento que serve de campo de propagação do fogo, alimenta a combustão e com pequenas exceções, compreende todos os materiais imagináveis: madeira, papel, tecidos, graxas, óleo, carvão, gases, metais, Tc... Portanto os materiais orgânicos são combustíveis; no caso dos inorgânicos apenas alguns podendo ser : SÓLIDOS, LIQUIDOS OU GASOSOS . (Fig. 11)

   2 - COMBURENTE : é o elemento que ativa, que dá vida e intensifica o fogo. O oxigênio é o mais comum deles está presente em quase todas as combustões, pois é componente da atmosfera terrestre num percentual equivalente a mais ou menos 21 %. (Fig. 12)

   3 - CALOR : é o elemento que serve para dar início ao fogo, que mantém e que incentiva a propagação, os combustíveis em geral precisam ser transformados em gases para queimar, e a quantidade de calor necessário para vaporizá-los varia de corpo para corpo. Assim, gasolina vaporiza à temperatura bem baixa, enquanto que a madeira, o carvão, etc., exigem mais calor, e assim sucessivamente.

PONTOS DE TEMPERATURAS

   a - Ponto de Fulgor :é a temperatura mínima, no qual os corpos combustíveis liberam vapores que incendeiam com uma fonte de calor. Entretanto, a chama não se mantém devido a insuficiência destes. É chamado Ponto de Lampejo ou "Fash-Point" .

   b - Ponto de Combustão : é a temperatura mínima, na qual os gases desprendidos dos corpos combustíveis, ao entrarem em contato com uma fonte de calor entram em combustão e continuam a queimar. É chamado de "Fire-Point".

 

   c - Ponto de Ignição : é a temperatura mínima, na qual os gases desprendidos dos combustíveis, entram em combustão apenas pelo contato com o oxigênio do ar, independente de qualquer fonte externa de calor. (Fig. 13)

   Outro conhecimento, indiscutivelmente importante para fazer prevenção ou combate a incêndios, é conhecer as formas de transmissão do calor :

   a - Condução : é o processo pelo qual, o calor se transmite diretamente da matéria ou de molécula para molécula, isto é, sem intervalos entre corpos.

   b - Irradiação : é a forma de transmissão de calor por meio de ondas calorificas, irradiadas de corpos em chamas, e que atravessam o ar. É o caso da transmissão do calor solar para o nosso Planeta. Este é irradiado através de ondas, até encontrar obstáculos, quando então começa a ser transmitido por condução. É refletido por superfícies polidas. Sua intensidade é proporcional à temperatura do fogo. Diminui à medida que se distância do mesmo. A proteção contra incêndios decorrentes do calor irradiado, consiste em fazer uma cortina com materiais bons absorventes de calor, como por exemplo : uma cortina d’água em redor do foco do fogo. (Fig. 15)

   c - Convecção : é o processo de transmissão de calor, que se faz através da circulação de um meio transmissor, gás ou líquido; através da massa de ar ou gases quentes que se deslocam do local do fogo podendo provocar incêndios em locais distantes do mesmo. A proteção contra incêndios, decorrentes de tal processo é feita de forma a não deixar acumular ar ou gases quentes em locais que possuam combustíveis, principalmente os de baixo ponto de ignição.(Fig. 16)

   4 - REAÇÃO EM CADEIA : o fenômeno químico da combustão é uma reação que se processa em cadeia. Após a partida inicial é mantida pelo calor produzido durante o processamento da reação. Assim na combustão do carbono ( C ) para formação de Dióxido de Carbono (CO2), temos a seguinte reação :

C + O2 = CO2 + 97,2 Kcal./ Mol.

   A cadeia de reação formada durante a combustão, propicia a formação de produtos intermediários instáveis, principalmente radicais livres, prontos para combinarem com outros elementos, dando origem a corpos estáveis. Conseqüentemente, nas áreas de Combustão, sempre temos presentes radicais livres. A estes, cabe a responsabilidade de transferência de energia química em calorífica, decompondo as moléculas ainda intactas e, desta maneira, provocando a propagação do fogo, numa verdadeira cadeia de reação.

   Conhecido o " Tetraedro do Fogo ", concluímos que são quatro as condições para que haja fogo. Basta retirar uma delas que o mesmo se extinguirá, como segue :

   a - Resfriamento : é o método de extinção mais usado, consiste em retirar calor do material incendiado até o ponto de combustão ou abaixo dele. A água é um dos melhores corpos absorventes, motivo pelo qual é utilizada na extinção de incêndios por este método.(Fig. 17)

   b - Abafamento : ou controle do comburente é um dos métodos de extinção mais difíceis,  pois, a não ser por pequenos focos, que podem ser abafados com tampas, panos, cobertores, areia, etc., necessita de equipamentos e produtos específicos para sua obtenção. Consiste na eliminação ou diminuição do oxigênio das proximidades imediatas do combustível, e deste modo interrompendo a reação.

   c - Retirada do Material ou Remoção do Combustível : é o método de extinção mais simples na sua realização, pois é executado com a força física e com meios improvisados. Consiste na retirada ou interrupção do campo de propagação do fogo. Como exemplo, os aceiros executados nos casos de incêndios em matas, canaviais, campos, etc.., que interrompem a continuidade do calor. (Fig. 19).

   d - Extinção Química : os pós químicos utilizados na extinção de incêndios eram considerados como abafantes, devido ao CO2 gerado quando de sua modificação na presença do calor. Mas experiências indicam que os pós são muito mais eficientes que o próprio CO2 . (Fig. 19).

  CLASSIFICAÇÃO DOS INCÊNDIOS

   Com o intuito de facilitar a adequação dos métodos de extinção de incêndios, adotou-se classificá-los em "classes", a saber :

   1 - Classe " A " : se caracterizam pelo estado físico do material, e modo como queimam. São os incêndios em combustíveis sólidos comuns, tais como: madeira, papel, tecido borracha, plástico, etc.. . Caracterizam-se pela queima em superfície e profundidade, produzem resíduos. Na sua extinção necessita-se da aplicação de um produto que tenha ação de resfriamento .(Fig. 20) .

   2 - Classe " B " : também se caracterizam pelo estado físico do material, e modo como queimam. São os incêndios em líquidos e gases, tais como : gasolina, álcool, óleo diesel, querosene, tintas, benzinas, óleo mineral, óleo vegetal, éter, gás de cozinha, acetileno, hidrogênio, etc. Caracterizam-se pela queima somente em superfície, não deixando resíduos. Para sua extinção, necessita-se da aplicação de produtos que tenham ação abafadora, ou ainda aplicar o método de retirada do material, interrompendo o fornecimento de combustível, normalmente através do fechamento do registro . (Fig. 21 ) .

 

   3 - Classe " C " : não se caracterizam pelo estado físico do material, nem pelo modo como queimam, mas sim, pelo risco que oferece ao responsável pela extinção. São os incêndios em equipamentos elétricos energizados. Neste caso é necessário a aplicação de produtos não condutores de eletricidade . (Fig. 22) .

   4 - Classe " D " : são caracterizados pela necessidade de aplicação de produtos químicos especiais para cada material que queima. Nesta classe, contamos com os metais pirofóricos : potássio, magnésio, alumínio em pó, zinco, titânio, sódio, etc.. o que é pouco comum em nosso País; somente algumas industrias trabalham com estes metais.

AGENTES EXTINTORES

   Agente extintor é todo material que aplicado ao incêndio interfere em sua reação química, provocando uma descontinuidade, e alterando as condições para que haja fogo. Estes Agentes podem ser encontrados nos estados líquidos, gasosos ou sólidos.

   Em nosso estudo, citaremos apenas os mais comuns:

APARELHOS EXTINTORES

   Os Aparelhos Extintores são os vasilhames, fabricados com dispositivos que possibilitam a aplicação do Agente Extintor sobre os focos de incêndio. Normalmente, recebem o nome do Agente que neles contém, destinam-se ao combate imediato de pequenos focos, pois acondicionam pouco volume de Agente Extintor para manterem a condição de fácil transporte. São de grande utilidade, desde que, manejados adequadamente e no momento certo. O êxito de seu emprego depende dos seguintes fatores:

   a - distribuição apropriada dos aparelhos pela área a proteger;

   b - manutenção adequada e eficiente;

   c - pessoal habilitado a manejar os aparelhos na extinção de incêndios;

   Quanto ao tamanho os extintores podem ser:

   a - portáteis

   b - sobre-rodas (carretas)

   Quanto ao sistema de funcionamento:

   a - pressurizados ( pressão interna )

   b - pressurizáveis ( pressão injetada )

   São equipamentos que, contendo uma limitada quantidade de determinado Agente Extintor, não devem ser considerados como infalíveis e, como tal, capazes de realizar milagres. Desde que fabricados e mantidos de acordo com as normas técnicas brasileiras, distribuídos racionalmente e operados tecnicamente, funcionam satisfatoriamente.

   1 - Aparelho Extintor de Espuma Mecânica : neste tipo é utilizado água potável na quantidade de 8.460 ml mais 5.400 ml de concentrado AFFF.   É pressurizado com N2 e seu funcionamento é como o extintor de água pressurizada

   1.1 - Aparelho Extintor de Espuma Mecânica : neste tipo a mistura é feita internamente através de acionamento mecânico (gatilho), isto libera o conteúdo junto com o nitrogênio responsável pela expulsão da espuma, deve ser aplicado como no item anterior.

   2 - Aparelho extintor de água pressurizado : o Agente Extintor contido no interior do aparelho é expelido através do gás, que pode ser o nitrogênio ou gás carbônico. Mediante acionamento mecânico (gatilho) . (Fig. 24)

   2.1 - Aparelho extintor de água pressurizável : são aqueles que tem o vasilhame externo de aço, carregado com gás carbônico, fechado por um dispositivo especial. Este quando aberto, libera o gás que passa pelo interior do cilindro expulsando com sua passagem a água contida no interior do aparelho. (Fig. 25) . São indicados somente para incêndios de Classe "A". O agente extintor deve ser aplicado diretamente sobre o combustível, com o intuito de encharcá-lo resfriando-o até a temperatura abaixo de seu ponto de combustão.

   3 - Aparelho Extintor de Gás Carbônico : os extintores de CO2 até alguns anos eram totalmente importados. Porem com a instalação de fábricas de tubos de aço sem costura no Brasil, iniciou-se sua fabricação, sendo portáteis e sobre-rodas. O cilindro é especialmente construído e testado para receber alta pressão. O gás carbônico é colocado, a uma pressão de 850 l/pol² à temperatura normal (Fig. 26)

   4 - Aparelho extintor de pó químico seco pressurizado: são extintores que estão sob pressurização permanente e, caracterizam-se pelo emprego de somente um recipiente para o pó e o gás expelente, sendo utilizado o nitrogênio. (Fig. 27)

   4.1 - aparelho extintor de pó químico seco pressurizável: são os aparelhos extintores, que serão pressurizados por ocasião do uso. Caracterizam-se pelo emprego de um recipiente para o pó e outro para o gás expelente, que pode ser o nitrogênio ou o CO2 . (Fig. 28)

   Os compostos químicos em pó são indicados para extinção de incêndios de Classe "B" e "C" que envolvam aparelhos elétricos de grande porte. Em equipamentos eletrônicos, não se deve aplicá-los, pois sujam e podem danificá-los.

Manutenção dos Extintores :

  • a - semanalmente : verificar o acesso ao mesmo, e as condições de carga : lacre, selo, posição do manômetro, aparência geral do aparelho, etc..

  • b - anualmente : realizar a inspeção de primeiro nível ;

  • c - quinqüenalmente : efetuar o teste hidrostático .

  • QUADRO DEMOSTRATIVO DAS CARACTERÍSTICAS DOS EXTINTORES

    Categoria de Incêndio:

    Pó Químico Seco:

    Espuma Mecânica:

    CO2:

    Água:

    (A) Madeiras, tecidos, papeis, etc.

    Não, mas controla inícios de incêndios

    Sim

    Não, mas controla pequenos focos

    Sim

    (B) Óleos, gasolina, tintas graxas, etc.

    Sim

    Sim

    Sim

    Não

    C) Equipamento Elétrico.

    Sim

    Não

    Sim

    Não

       Cuidados com os aparelhos extintores : considerando que são as primeiras armas ao combate a incêndios, e dependendo de sua utilização rápida e adequada, conseguiremos debelar os focos dos mesmos.

       Listaremos a seguir, alguns cuidados essenciais para sua instalação :

    HIDRANTES

       Um sistema hidráulico constitui-se basicamente de :

       Os hidrantes podem ser :

       a - uso público : coluna do tipo "Barbará", destinando-se ao abastecimento das viaturas do Corpo de bombeiros, são instalados diretamente na rede pública. (Fig. 30)

       b - uso predial : do tipo abrigo (caixa), utilizado diretamente no combate a incêndios das edificações. Devem ser mantidos sempre desobstruídos e bem conservados. Para sua manutenção, devemos tomar as seguintes precauções ( Fig. 31) :

       O treinamento do pessoal deverá ser personalizado, pois cada local oferece condições diferentes de trabalho no combate a incêndio. Este deverá envolver exercícios práticos com os equipamentos existentes. A instalação do sistema de proteção deve acompanhar as normas que fazem parte das Leis Municipais e Decreto Estadual, que as regulamentam e padronizam .

    SAÍDAS DE EMERGÊNCIAS

       Além dos equipamentos para a Proteção contra Incêndios, as normas exigem em determinadas edificações, Saídas de Emergência. Essas destinam-se a proporcionar uma evacuação segura aos usuários do prédio, em caso de incêndio.

       Constituem-se basicamente de :

       O sistema de evacuação deverá ser mantido em perfeitas condições de utilização, e os usuários estarem treinados a abandonar o local tão logo soe o alarme. (fig. 32)

       A. Comportamento em caso de incêndio : Não é demais repetir que todo incêndio começa pequeno e, se não dominado, irá propagar-se atingindo grandes proporções e colocando vidas e patrimônios, em sérios riscos. Para tanto, a calma é indispensável. O receio pelas conseqüências é perfeitamente normal, mas o medo excessivo conduz a reações descontroladas. O pânico gerado pelo instinto da conservação própria, e alimentado pelo medo do desconhecido, é altamente perigoso e contagioso. São incontáveis os casos em que o numero de vitimas, muitas fatais, de um aglomerado em pânico, fugindo irracionalmente superou em muito a quantidade de pessoas diretamente prejudicadas pelo fato que desencadeou a fuga muitas vezes resultante de um alarme falso ou exagerado. Mas é possível se evitar o Pânico. Para tanto todos devem conhecer bem o local em que trabalham, estudam, moram ou freqüentam. Desta forma, informando-as sempre, por todos os meios de comunicação ao alcance dos elementos responsáveis pela segurança, as mesmas sentir-se-ão em condições de, a um sinal de perigo, avaliar sua extensão e se necessário, procurar sem atropelos as vias de evacuação convenientemente sinalizadas. O treinamento teórico e prático atua positivamente para a garantia do grupo, condicionando-o a fazer o que aprenderam e não a obedecer impulsos irracionais. Nos casos de princípios de incêndios, mais objetivamente os ensinamentos desta monografia devem ser postos em prática. É importante a observação das recomendações :

       B. Quanto ao combate ao fogo : constatado um incêndio, recomenda-se que sejam tomadas as providências:

       1 - Telefonar para o Corpo de Bombeiros, da seguinte maneira :

  • a - Dar o endereço correto, ponto de referencia, numero do telefone; o nome e fornecer as informações que lhe forem solicitadas;

  • b - Desligar o telefone e aguardar a chamada de confirmação a ser feita pelo telefonista da corporação

  •    2 - Identificar o material em chamas (combustível) e combaté-lo com o tipo de Aparelho extintor adequado;

       3 - Desligar a energia elétrica do andar ou setor em que o fogo se manifestar;

       4 - Armar linha de mangueira do hidrante mais próximo; se o comprimento não for o suficiente, juntar outros lances

       5 - Retirar das proximidades do fogo, todo material combustível que possa facilitar a sua propagação, tais como : móveis, cortinas, carpetes, tapetes, divisórias de madeira, etc..

       6 - Proteger-se do calor e da fumaça, molhando roupas, cabelos, improvisando máscaras de pano molhado amarrando-a ao rosto, usando para tanto toalhas, cobertores, etc. ;

       7 - Móveis de aço, esvaziados, podem ser utilizados como barreiras à propagação, se convenientemente dispostos ;

       8 - As pessoas que estão fora do prédio devem afastar-se do local, deixando livre as vias públicas para que os carros de bombeiros possam circular com a necessária rapidez;

       9 - Colaborar com os bombeiros seguindo à risca as suas instruções procurando auxiliar quando solicitado, mas evitando sempre atrapalhar os seus movimentos .

    BOMBEIROS FONE 193

    POLICIA MILITAR FONE 190

       A Extintores CIMI procura sempre transmitir a correta orientação, mantendo o seu corpo técnico atualizado e reciclado quanto as tecnologias existentes no mercado.

    Registro Numero : INOR.E.C-EXT. 387/99

    Registro Crea : Eng. Odair Garcia Júnior 060.187.562/4

    Revisado por : Rhenan Garcia